terça-feira, 25 de junho de 2013

Nice to meet you

Bem-vindo!
Meu nome é Julia Barreiro, sou brasileira e professora de inglês há quase 10 anos. Aos 17 anos, depois de terminar meu curso de inglês e antes de entrar na faculdade de Letras, comecei a dar aula pra dois amigos meus, assim, pra "ver como é" ser professora. Eu nunca antes havia pensado em ser professora, mas poder compartilhar o - até então limitado- conhecimento de inglês que eu tinha parece ter despertado em mim toda a criatividade e a paciência que hoje esbanjo em minhas aulas.
Explico o limitado conhecimento de inglês: Eu, nos meus 17 anos, pensava que bastava ser fluente em inglês que eu já podia sair por aí dando aula. Sempre gostei de estudar a língua, sempre tive uma certa facilidade em aprender e gosto em compartilhar o que eu havia aprendido. Só que eu não sabia se eu saberia ser professora. Por isso não ousava cobrar um centavo de meus amigos Thaís e Rodrigo, pois eles, além de serem minhas cobaias, me ensinaram a me enxergar como professora. Minha eterna gratidão.
Breve conselho: O que eu fiz aos meus 17 anos, inexperiente, muitas pessoas fazem. Tenho plena consciência hoje que brincar de ser professora é um desrespeito para com a profissão. Muitas pessoas pensam que podem dar aula de inglês porque fizeram o curso de inglês da escola da esquina até o fim ou porque moraram 6 meses nos Estados Unidos. Por haver uma falta de professores de inglês qualificados no Brasil, muitas escolas acabam contratando esse tipo de gente, não lhes dá treinamento, o que compromete a qualidade das aulas e muitas vezes é o motivo do abandono de alunos.  Muitíssima atenção na hora de escolher professores. Peça o currículo, não tenha medo de perguntar sua formação. Não é porque alguém sabe inglês que esse alguém é um professor (e, mais raro ainda, um BOM professor). Ou você, brasileiro, se aventuraria a dar aulas de português a um chinês?
Depois de alguma experiência com aulas particulares, a decisão por fazer Letras foi inevitável: Eu havia me apaixonado por ensinar e decidira, então, estudar para aprimorar meus conhecimentos.
Entrei no curso de Letras da USP em 2005. Inglês não foi  a minha opção de habilitação, e sim o mandarim, mas eu continuei ensinando inglês e aprendendo a dar aula ao longo de toda minha formação universitária. Trabalhei em escolas de idiomas desde meu segundo semestre de faculdade: Excellent Global, UNS Idiomas, Centro Britânico, CAVC Idiomas (FEA-USP). Na segunda escola onde trabalhei, em 2006, fui também coordenadora pedagógica. Essa experiência me permitiu lidar diretamente com elaboração de material didático, organização e manejamento de professores e alunos, o que me enriqueceu muito profissionalmente.
Sem dúvida alguma no Centro Britânico da Vila Madalena foi onde eu realmente me tornei professora. Lá trabalhei de 2009 a 2011 (com intervalo de 6 meses, quando fui viajar) e foi lá que fui treinada para me tornar uma professora de qualidade. Graças aos workshops, treinamentos e ao apoio da equipe e principalmente da coordenadora Débora Pinhal, pude me tornar a profissional que hoje tenho orgulho de ser. Também aprendi muito no CAVC idiomas, onde trabalhei majoritariamente com estudantes universitários e turmas maiores do que estava acostumada. Sou imensamente grata a essas duas escolas em especial. Elas que me deram segurança o suficiente pra ensinar alunos particulares e fazer um ótimo trabalho por conta própria. 
Minha formação em mandarim me fez decidir ir morar na China em 2012. Lá passei 10 meses me aprofundando em mandarim e também dando aulas de inglês- dessa vez, principalmente pra crianças de 4 a 9 anos, embora também tivesse alunos adultos. Mais uma vez, o despertar de uma paixão: ensinar os baixinhos me fez perceber que havia em mim um outro lado profissional a ser trabalhado, e o fato de aqueles alunos serem de uma cultura tão diferente expandiu minha mente e minha compreensão de mundo. Também lá voltei a dar aulas de português para estrangeiros (havia morado na Alemanha em 2007, onde já havia tido essa experiência), e desenvolver nova didática de ensino, totalmente relacionada com a cultura brasileira.
Em 2012, enquanto na China, resolvi começar a dar aulas também por Skype, para ex alunos no Brasil. Durante algum tempo isso foi apenas uma atividade complementar, mas depois de meses dando aulas por Skype e desenvolvendo habilidades que esse tipo de aula requer, resolvi me especializar e me dedicar mais a esse estilo de aula, ainda pouco conhecido no Brasil.